mudanças…

Resolvi mudar o blog de casa. Ah, quem quer mudança na vida tem que começar por algum lugar né? Agora então o CCQ (apelido carinhoso do Coca-Cola Quente) mora no blogspot… É só clicar aqui! Aos gatos pingados que leem este blog, não se esqueçam de irem me visitar no outro endereço hein? Serão recebidos com chazinho e torradas… ou cerveja e petiscos, dependendo do público!

beijos gente, e mudar é bom! renovação… coisa nova… E ADELANTE SIEMPRE! ^_^

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Clique aqui para iniciar…

Ontem fui pela última vez à academia que frequentei durante 11 anos. Desde que moro em São Paulo frequentava o lugar. Já fui a louca da bike; treinava de segunda a sábado e só não ia domingo porque não abria. Dai vai enchendo o saco, a vida vai tomando um rumo diferente, o tempo fica escasso e vaidade nunca foi meu pecado capital (vario entre a gula e a preguiça). Minhas costas me impediram de frequentá-la neste último ano, mas tentava ir duas vezes por semana (aplausos).

Não renovarei meu plano. Perguntaram se é porque não consegui desconto. Não querido, eu consegui desconto. Me perguntaram se eu iria para a outra academia a uma quadra de lá para daí voltar a seis meses. Não querido, não voltarei. Quem me conhece sabe que é verdade isto. Por que eu não renovarei meu plano? Porque eu me senti desrespeitada, e desrespeito para mim é a coisa mais ultrajante do mundo!

Ontem foi um dia de fechar ciclos para mim. Porque foi um casamento de onze anos, sabe? Fiz ali amigos, colegas, fiquei emocionada ao falar tchau para algumas pessoas que percebi ficarem emocionadas ao saberem que eu sairia. Os abraços foram apertados, e juro que vi olhos marejados. Os meus ficaram, várias vezes. Mas com um sorriso no rosto.

Fechei este ciclo. Iniciarei outros. Adoro! Páginas em branco para eu escrever como as cores que quiser. E espero usar isto como trampolim para fazer o mesmo nas outras áreas da vida. Que o novo venha, e que os ciclos antigos sejam fechados com chave de ouro!

E inicio esta nova fase viajando para um lugar que nunca fui na vida. Muito feliz, rodeada das pessoas que amo! Está muito frio, mas adoro dias frios com céu azul e vento gelado. Fico muito feliz nestes dias…

Então vou ver a vida lá fora. Com um sorriso no rosto! E agradecendo, sempre, por tudo o que tenho, os tombos que levei, as dificuldades pelas quais passei e tudo de bom e ruim que consegui nesta vida. Elas me fazem como sou. E ontem vi que não posso ser tão ruim assim…

Uma ótima semana a todos, já que semana que vem estou ocupada iniciando um novo ciclo. Novo, com pessoas amadas. E por isto, e só por isto, sei que será um ciclo maravilhoso!

Beijos beijos beijos

PS – Naty, Flamarion, Leila, Renatinha da bike, Eli, Elisangela, Denise, Adê, Cida da rouparia, seu Zé, Renato (que fazia a melhor farofa de banana que eu já comi), Silvani, Jaque Melancia, Jéssica, Mônica, Helena ex-boss, aqueles que eu mentalizo agora mas esqueci o nome -> obrigada por tudo! Mesmo!


Ouvindo a conversa da mesa ao lado…

Fui outro dia almoçar rapidinho numa galeria na Paulista.  Horário de rush em São Paulo é assim: se você estiver em uma mesa de dois lugares, alguém pergunta no automático se a outra cadeira está vazia, e antes e você responder a pessoa já vai se sentando ali. Também não adiantaria muita coisa sentar em outra mesa, já que a distância entre estas deve ser algo em torno de 2 centímetros, 3 no máximo. Então não ouvir o que se passa ao seu redor é algo impossível, as vezes mesmo com fone de ouvido e música alta.

Sentei num cantinho e, por falta de iPod ou de uma leitura agradável e por ter uns minutinhos extras sobrando, comi mais tranquila. E não pude deixar de ouvir a conversa da mesa ao lado, formado por 3 amigas de idades parecidas que se estrebuchavam de rir. Elas riam tanto, e tão “lá de dentro” (não me peça para explicar o que é rir lá de dentro, mas você sabe o que é isto vai…) que pensei: poxa, já que alegria contagia vou lá ouvir o que ocorre…

Elas contavam micos que já haviam cometido. A mais novinha, que descobri chamar-se Ana, disse que o namorado foi buscá-la para irem não sei onde, e ela ficou esperando. Dai a pouco ela viu que o carro já estava lá, estacionado um pouco à frente. POis bem, o carro, segundo Ana, é inconfundível! De uma cor “chumbo escuro esverdeado” que só ele tem, e só aquele carro tinha. Ela foi correndo esbaforrida para o carro porque sabia que o namorado ficava puto por esperá-la, abriu a porta e sentou. (pausa dramática). Sim, aquele carro não era do namorado dela! Ri contido!

A outra, que não descobri o nome, disse: eu vi a Luana no carro parada no semáforo. Gritei: OI LUANAAAA! Ela não me ouviu. Estranho isto… Cheguei mais perto, estufei os pulmões, fiz um gargarejo e gritei mais alto abanando com os braços tipo torcida organizada: LUANAAA! TUDO BEMMMM??? Luana continuou não respondendo. Dai a coitada, tentando usar o resto de dignidade que tinha foi até a janela do carro e bateu no vidro: LUANA, TUDO BEM AMIGA? A moça baixou o vidro… (…) (…) Sim, a moça não era a Luana! (confesso que cuspi a coca zero quando ouvi isto).

Quando achei que já tinha ouvido tudo, e já rindo com a mesa ao lado, veio a terceira e disse: “e eu que quando bati o carro fui lá ver a pessoa e falei: LEVANTA! e o cara, olhando com cara de Noiva do Chuck virou para mim e disse que não movia as pernas?” Sei que é politicamente incorreto, mas visualizei a cena na hora e não me contive. Ri alto!

Quase sugeri às meninas que lessem meu blog, principalmente este post. Quem nunca pagou um mico? Um tombo em público, um piriri fora de hora? E me diz se o melhor não é a gargalhada que isto gera depois que a vergonha passa?


Sorte minha

Por motivos que fugiram ao meu controle aliado a uma grande dose de amnésia, eis que chega o Dia dos Pais e eu só me dei conta disto ontem. Tarde demais para as horas infindáveis de ônibus para poder ver meu pai, dinheiro de menos para me aventurar em uma viagem de avião. O que a gente faz? Agradece a Graham Bell, o inventor do telefone!

Então a gente se prepara para passar o Dia dos Pais como não manda o figurino: sozinha, dentro de casa cuidando da vida e lutando para que ela seja cada vez e sempre melhor. Ok, é o que tem para hoje. E ainda bem que minha família comemora tudo quando está junto, independente da data. Arregacei as mangas e desliguei o despertador, já que hoje é domingo, ciente de que ao acordar faria o café e passaria o domingão de Dia dos Pais em casa.

Só que tudo começou errado. Acordei tarde com um amigo ao telefone dizendo: vamos lá para casa passar o Dia dos Pais com minha família. Buscapé. Porque tenho a teoria que família é tudo igual, só muda o endereço ou a cidade. E juntou vários, vira Buscapé igual. Estou errada?

Não, não vou, vou cuidar da vida. Ah vai, vai sim, minha mãe quer te conhecer. Não, mas é evento familiar e eu não quero atrapalhar. Bem, estou chegando em cinco minutos. Daí a gente se olha no espelho com a cara toda amassada e pensa: seguir o que havia programado ou se aventurar? Ah, quer saber? Vamos lá ver o que rola!

E a gente foi, cantando músicas dos anos 80. E falando, e rindo. E cheguei lá e tinha mais gente do que eu conseguia guardar os nomes. E tinha cachorro. E tinha churrasco. E teve bolo, já que a dona da casa aproveitou o Dia dos Pais e cantou parabéns para todos os aniversariantes de janeiro até hoje! A oportunidade é que faz a ocasião né? OU é o contrário e eu confundi?

E me diverti. E gostei. E ri. E a poucos quilômetros de casa o céu estava completamente diferente, apesar do ventinho frio.

E voltei para casa com a certeza: quem tem amigos tem tudo nesta vida!

Obrigada Pai pela minha família de sangue, e pela minha família escolhida. Obrigada por não me abandonar nas horas difíceis-quase-impossíveis. Obrigada por me reerguer na hora dos tombos. Tenho uma sorte que não cabe em mim, apesar de eu ser grande.

E obrigada meu paizinho, a quem amo com todo o coração. Pai, mãe, irmã e filhote: amor. Sempre. Hoje, ontem e amanhã. Menos do que falo, mas muito maior do que palavras podem expressar.

Que todos os pais do mundo se sintam acarinhados neste dia. Não pela data, mas por serem pais. Aos que estão aqui, aos que já partiram, aos que serão. Ao meu, ao seu pai, toda a luz e proteção e sorte nesta vida.

Que assim seja, hoje e sempre!

 


SORVETE

Ontem soube que um menino de 5 anos que luta contra um câncer no cérebro se recupera bem, e pede sempre para tomar sorvete com um sorriso nos lábios. Só isto. Não conheço o menino, conheço a avó dele que acabou ficando “minha amiga” e me conta os bastidores.

Esta senhora viaja uns 200km toda terça-feira para fazer um tratamento espiritual. Indicaram a ela o centro onde trabalho e um dia ela apareceu lá. Quem a recebeu fui eu! Pessoa certa na hora errada? Tenho a menor idéia, mas eu que estava ali… Com vergonha por ser de outra religião ela preencheu a ficha e ficou quietinha. Passou pelo tratamento, começou a melhorar a cor (e não é da pele que estou falando), enfim, tudo seguia. Um dia começamos a conversar, do nada e entre os trabalhos. Soube da estória de seu neto, que tinha sido diagnosticado com um câncer no cérebro aos 3 anos. E hoje, aos 5, lutava contra tudo e todos e um tumor do tamanho de um limão. No cérebro. Reincidente.

E ela tinha ido lá em busca de tratamento espiritual. Para ele. Mas era escondido, por que eles são de outra religião. Só que quando a gente está no inferno a gente reza para todos os credos, ajoelhados no milho com quipá na cabeça. Bom, eu rezo.

Neste dia, vai saber o porquê, olhei para ela e disse: dona Maria, a senhora vem aqui para SE tratar, não para tratá-lo. Ele já está bem encaminhado (eu sabia disto! Digamos que… sou bruxa, só que sem verruga peluda no nariz). Como a senhora quer ajudá-lo se a senhora não está bem? Saco vazio não para em pé!

Ela fico meio assustada, disse que fazia tudo por ele. Novamente, sei lá o motivo, disse que não, que ela ia lá por ela. Para ela. E que ele estava bem cuidado. Ela sorriu.

Ela sumiu por um mês. Os trabalhos às terças continuaram, novas pessoas, velhos problemas, velhas pessoas, velhos problemas. Até ontem, dia 05’julho’2011. Ontem, quando já estava fechando tudo, vejo uma senhorinha toda serelepe com uma boina roxa (adoro roxo) sorrindo e vindo em minha direção. Na hora sorri, me levantei e fui abraçá-la. O abraço foi apertado… Tipo abraço de vó, sabe?

Soube então que ele fora para outro país em busca de tratamento e ela foi junto. Ela disse que ele era “fortinho como eu” (na hora sorri, juro) e que, apesar de não comer há dois dias e vomitar muito, ele queria tomar sorvete! E se recuperava, dia a dia… Não, o tempo lá passa  mais devagar: a coisa é minuto a minuto.

Este é apenas um caso de uma criança lutando pela vida, com sua família reunida e unida à tiracolo. Respeito absurdamente estas pessoas, já vi corredor de hospital para tratamento de câncer. E todas as vezes que penso em ter depressão me lembro deles. Seria desrespeito da minha parte me fazer isto. Devo a eles a lição de lutar. Por tudo! Por eles! Pela vida.

Só queria dizer que nunca fiquei tão feliz por escrever sobre um tema como… sorvete!


Um pouco do resto

Tenho uma amiga que poderia ter como nome do meio “ansiedade”. Ela mesma afirma isto! É uma querida, uma fofa que grita ser loira quando a luz das fotos insistem em pintá-la como ruiva. Sabe aquelas pessoas que tem opinião e batem forte na mesa quando precisam defender seus pontos de vista? Então, ela é assim. E se estiver errada, sem problemas, ela admite ao mesmo tempo em que fica vermelha… ainda bem que isto não tem importância no mundo dela – suas sardas escondem este fato…

E ela é uma puta guerreiraça, sabe? Nossa, toma vários nãos e várias portas na cara mas continua indo à luta. De peito aberto e corpo fechado. Ás vezes senta na beirada da cama e fica com a cabeça baixa, olhando para as mãos e deixando as lágrimas correrem grossas sobre a face, especialmente se as dores das negativas do mundo lhe pesam em demasia neste dia. O dia fica meio cinzento. E ela sofre, mas ainda bem que ela expurga isto para não ficar com o fígado e estômago doentes.

E eu, mesmo que à distância, vibro e oro pela minha amiga. E tento tirar dela um pouco desta ansiedade de querer tudo a seu tempo. O engraçado é que ela mesma diz: “EU SOU ANSIOSA” com todas as letras e caps lock ativado. Eu brinco que ela é um café espresso duplo! Coitado de quem convive com ela e é um espresso com uma dose de leite… Estes são santos!

Hoje, no meio do trabalho, próximo ao meio-dia, recebo um link dizendo que toda quarta-feira ela escreverá em uma revista de circulação nacional. Sorte nossa que poderemos nos espelhar nos seus textos, uma vez que ela tem uma capacidade incrível de captar os pensamentos e vontades de todos e os transcrever em simples palavras. Ela sofreu, luto, batalhou, chorou, gargalhou, tudo tudo tudo buscando esta oportunidade. E ela veio. Na hora certa. Sofrida, puxada…  com cheiro flor de laranjeira… azeite com manjericão e pimenta…

Quando vi o link levantei os braços no ar, aplaudi e comecei a gritar sorrindo para o monitor UHUUU! Ela merece. Isto e muito mais. E ela está só começando!

Amiiiiiiiga, parabéns! Você provavelmente jamais lerá este texto, mas saiba que fiquei muito, mas muito feliz mesmo por você! Um dia que começou puxado para mim termina assim: eu digitando com um sorriso no rosto! E como eu digo: sorte nossa poder ler seus textos…

Um Pouco do Resto

 

 

 

 

 

 

 

Não, sorte minha por ter o privilégio de lê-los!


FICAREMOS RYKAS, ou ao menos daremos risadas

Então que descobri que escrever é um ótimo remédio para a alma… e para o bolso, já que não precisamos pagar academia quando queremos socar alguém (só fazemos um texto trolando a pessoa) muito menos terapia (resolvemos nossos problemas com papel e caneta. Ou melhor, com digitação e teclado).

E percebi que pessoas se identificavam com meus textos. Aproveito para dizer que TODOS são uma mescla de realidade e ficção, científica às vezes. Não leve ao pé da letra, ok? Ok.

Dai que resolvi ter um blog colaborativo… Eu sou a editora-dona, ou seja, se eu não gostar do que você escreveu, sorry, mas não publico! Porque até para ser maligna é necessário glamour. Então, do nada e baseada na minha intuição de meia-tigela convidei umas pessoas para escrever… Pessoas amadas-amigas-parentes – não todas juntas e nesta ordem – para escrever. Elas não se achavam capazes, outras acharam que escreviam mal! GENTE, EU EDITO! Na cara dura…

O principal é que vocês (escritores de horas vagas) perceberão uma coisa: escrever liberta a alma! Não sei definir, mas é muito bom!

Então este é o primeiro texto do primaveraverao. Escrito por Tamara, uma menina brilhante, de humor refinado e inteligente, que futuramente terá OAB. Cuidado, muito cuidado com ela… Ah sim, ela é amada… e parente!

Bem-vinda querida (ainda não descobri se bem-vinda tem hifen! Aprendi com a Caminho Suave, e lá tinha!). E este “Ficaremos RYKAS” é porque brinco que serei a próxima Paula Coelha (entendeu a piada?), e preciso de ajuda neste projeto… Se não der certo, ao menos daremos risadas!

Então gente, para tudo e vai lá ler. Porque ela já chegou arrasando…

ah sim, você quer escrever? Me procure, e aceito guloseimas como incentivo para aceitar seus textos. Grata!