mudanças…

Resolvi mudar o blog de casa. Ah, quem quer mudança na vida tem que começar por algum lugar né? Agora então o CCQ (apelido carinhoso do Coca-Cola Quente) mora no blogspot… É só clicar aqui! Aos gatos pingados que leem este blog, não se esqueçam de irem me visitar no outro endereço hein? Serão recebidos com chazinho e torradas… ou cerveja e petiscos, dependendo do público!

beijos gente, e mudar é bom! renovação… coisa nova… E ADELANTE SIEMPRE! ^_^

Anúncios

Quem nunca?

Quem nunca chorou se olhando no espelho, feito novela das oito? Quem nunca teve um piti por causa de ciúmes, e nem precisa ser do namorado? Ou ficou vasculhando o finado Orkut para saber mais sobre ele? Ou pegou a escova e fez de microfone, geralmente para cantar uma música bem brega e cafona que você sabe a letra decor?

Quem nunca deu uma olhada na prova da pessoa ao lado, mesmo sabendo que aquela múmia sabia menos do que você? Quem nunca mudou de caminho para ver se encontrava a pessoa, e quando encontrava ficava sem reação, com borboletas no estômago? Ou então chorou feito criança no cinema e ficou com vergonha na saída? Ou com propaganda, novela, Olimpíadas?

Quem nunca colocou a mão na boca ao receber uma notícia que te deixou chocada? Trocou o shampoo por creme? Usou roupa do avesso? Falou com algo preso no meio dos dentes? Tomou um porre homérico daqueles que dão amnésia? Teve ressaca e jurou NUNCA MAIS? Quem nunca entrou numa roubada e comprou um príncipe, levando um sapo em troca?

Quem nunca teve uma paixão platônica? Gritou GOL mesmo não sabendo nada de futebol? Xingou o juiz, ou melhor, a mãe dele? Confundiu alguém de longe e deu oi para o vazio? Caiu um público? Tomou um fora? Falou que não gostava de jiló mesmo sem ter experimentado? Ficou de vela em encontros alheios? Quem nunca teve o coração quebrado e jurou que nunca mais e mordeu a língua?

Eu já fiz tudo isto, e muito mais. Ainda bem. Tudo isto significa que não estou apenas envelhecendo, estou vivendo. Não me arrependo de nada, e quer saber? Não trocaria meus erros e acertos. Pensando bem, algumas coisas faria diferente sim, mas na hora fiz o melhor que pude com as informações que tinha.

Se você nunca fez isto, atire a primeira pedra. Mas cuidado que no fundo da sua casa pode haver um teto de vidro!


perguntas sem resposta?

Fulana é a nova rainha da Unidos Tabajaras. Carla Bruni sai da maternidade carregando sua filha Giulia e não mostra o rostinho da pequena. Ator famoso é visto na praia tomando sorvete. O Brasil está em segundo no quadro de medalhas. O ibope da novela está mal, e parece sim que o autor da novela plagiou a estória principal.

Poderia ficar dias digitando o parágrafo acima mas tudo acabaria na mesma pergunta: o que me interessa isto? Milhões de coisas importantes a serem feitas, aprendidas, estudadas, mas o bombardeio de inutilidades é infinito e páreo duro. Me pergunto algumas coisas que não acho sequer na Internet, e que para mim seriam manchetes diárias.

Por exemplo: a temporada de chuvas parece que vem com tudo nesta temporada primavera/verão 2012. Em outubro tem dado uns aguaceiros em São Paulo de dar medo. E em janeiro será como? E Teresópolis e Petrópolis? Foram reconstruídas? Deixadas de lado? E as doações feitas, foram suficientes? Foram desviadas? Eles precisam de mais ajuda?

Os reatores nucleares do Japão estão como? E as pessoas de lá? Elas precisam de ajuda? Doações? Não se fala mais tanto nisto porque o problema acabou e foi totalmente sanado, é isto? E as famílias das vítimas dos acidentes de trânsito da dobradinha carrão-com-motorista-bêbado? Estão recebendo apoio? E aqueles que perderam familiares para a violência? Como eles estão? Porque os assassinos recebem atenção (as vezes não, ok), mas e os que sofreram? Não estou falando do grito de “quero justiça” apenas, estou falando do contexto todo. Como eles estão?

Teve o Rock in Rio, logo tem o SWU. Recebo notícia destas coisas, e me pergunto o porquê disto. Penso no pão e circo. Logo tem Reveillón e Carnaval. As rainhas já falam das suas dietas e treinos. Homossexuais são vítimas de violência na região da avenida Paulista. Cadê os agressores? As vítimas estão bem? E as crianças que levam armas para as escolas? Os pais estão cientes disto? E os bullyings que vem ocorrendo com cada vez mais frequência, eles tem sido analisados e combatidos? Os professores tem recebido apoio para lidar com os traumas? E as crianças de Realengo? E as vítimas daquele cara que abriu fogo no cinema do shopping em São Paulo? E os familiares deles?

Leio sim revistas bobas e vejo reality show, mas a coisa é outra e já escrevi sobre isto. Ás vezes paro e me pergunto: será que apenas eu penso nestas coisas?


Preenche o cadastro?

Em vários locais onde você for hoje em dia, e até mesmo virtualmente, a primeira coisa que te pedem é que você preencha um cadastro. Algumas vezes nem te olham na cara e já vem com o papelzinho na mão. Ontem mesmo, tive que preencher dois destes: um no consultório médico e outro em uma loja. E dai que fiquei meio puta da vida porque não quiseram me atender, sequer falaram “oi” ou “bom dia”, só me estenderam o papelzinho e nem falaram nada. Quase que desenhei no papel de raiva…

Tenho uns problemas com alguns dos itens destes cadastros. Primeiro que não uso a caneta ofertada. Sempre andei com mais de uma na bolsa (beijos, mãe, por ter me ensinado a sempre andar na bolsa com mais de uma caneta, um cartão telefônico e um passe de metrô. O próximo item é ter uma agenda telefônica escrita para não depender do celular) e tive o “a-ha” moment no dia em que me ofertaram a mesma caneta que tinha sido usada por um homem minutos atrás, e ele tinha dado um daqueles espirros arrasadores NA MÃO EM QUE ESTAVA A CANETA (visualiza a cena para sentir meu nojinho). Não não, mesmo com gelzinho que existe hoje em dia, o seguro morreu de velho. E eu tenho nojo.

Voltando aos itens. Por exemplo: profissão. Eu acho constrangedor, sabe? Porque as vezes a pessoa é formada, mas está desempregado. A pessoa escreve lá “bacharel em letras”, ou “economista”, ou qualquer outra graduação que fez, mas está parado. Vai por o que na ficha? Desempregado? Eu acho deselegante, para dizer o mínimo. E não é isto que me define, ainda mais em dias como hoje onde parece que o desemprego é a regra, infelizmente.

Estado civil? No Brasil, se você passou da idade de casar (que atualmente não sei qual é exatamente) te olham meio de soslaio. A pessoa (mulher) solteira pode ser super bem-sucedida, transpirar felicidade, nada adianta. Será visto com olhar de fracasso pelos outros. Que beleza de valor cultural, hein? Até tem uns livros da Miriam Goldenberg que tratam disso: a mulher é considerada fracassada (esta é a palavra usada) se não se casou ao menos uma vez. E não vale união estável, tem que ter foto vestida de noiva. E que é melhor ter o status de “amante” do que de “solteira”. Recomendo a leitura!

Dependendo do meu estado de humor, coloco o que me der na telha. Profissão? Já escrevi “dondoca”, “desempregada”, “segurada do INSS”, “nunca tive e nem quero ter”. Estado civil? Já escrevi VIÚVA, em caps lock. Olha, posso estar louca, mas vi ali uns olhares de compaixão. E se a pessoa for amante de alguém? Concubina? Escreve o que lá? Deixa em branco?

Até entendo a importância de saber profissão, como se isso garantisse o pagamento em uma loja… mas estado civil? Bom, vai ver sou só eu que tenho estas neuras… Você tem?


Regras para que?

E eis que num destes finais de semana ai fui visitar a família Buscapé lá na terrinha. Graças às promoções, vamos de avião então, abreviando para 45 minutos um trajeto de 6 horas quando feito de ônibus. E nestes 45 minutos, várias coisas ocorreram, mas me aterei ao comportamento do moço-gato que se sentou na 5F.

Ele chegou atrasado e pediu licença para entrar. Ponto para ele, porque é bonito (o que abre portas) e educado (engano meu, mas não sabia até aquela hora). Eu, como sempre sento em corredor, esperava prontinha sem cinto de segurança os atrasildos. Continua comigo e me explica que eu tô ficando velha e não entendo mais certas coisas:

O moço se sentou na janela e estava lá, todo pimpão. Na hora da decolagem, depois dos avisos de desligar aparelhos (TODOS os aparelhos, não apenas celular), ele continuava com o dele ligado, em alto e bom som. E estava sem cinto de segurança, e com a poltrona reclinada.

Para você que nunca viajou de avião, te explico o seguinte: por medidas de segurança, todos os aparelhos eletrônicos devem ser desligados quando da decolagem e aterrissagem, bem como as poltronas não podem estar reclinadas, a bandejinha que fica na sua frente deve ser bem travada e você com o cinto fechado. Ele fez tudo ao contrário. Já achei ele meio tosco por ai…

A moça veio pedir para ele fazer o básico. Ele sorriu amarelo, fez tudo. Ela mal saiu do lado dele e ele voltou ao que estava. Total descumprimento de normas básicas. E para mim é assim: se tem a regra (dizem que é por segurança, mas nem por isto sabe?) porque não segui-las? Por que tem gente que se acha acima do bem e do mal e acha que pode fazer tudo? “Ah, mas não vai acontecer nada.” A questão não é esta, cara-pálida. Se a regra diz NÃO FUME, porque você vai fumar? Se a regra diz: NÃO VIRE À ESQUERDA, porque você faria isto? Para ser do contra? Transgressor? O cara?

Acho isto complicado. Fora o ser humano que parece se deliciar em fazer tudo “proibido”. Gente, vai fazer caridade. É super transgressor, já que poucos fazem isto. Dai quem fiscaliza é chato, é mala. A coitada da moça lá pedindo sei lá quantas vezes para ele fazer o mínimo. Ele nem ai para ela ou para os outros.

Ah sim: quando o avião pousou, mesmo problema. E antes que o avião parasse, ele já tinha soltado o cinto de segurança e queria levantar para ir embora. Pois fiquei, em protesto, sentada até o último passageiro sair da aeronave para dar lugar para ele se levantar, e como eu sou grande e gorda, ele teve que ficar lá. Vingançazinha besta e boba, mas já fiz 10 boas ações para compensar. Ah, não posso me esquecer: no ônibus que nos levou até o terminal de desembarque (a aeronave pousou longe), o cara estava absolutamente embaixo de dois adesivos: não fumar e não usar aparelho celular. Qual foi a primeira coisa que ele fez? Ligou o celular, lógico, falando com o “véio”. Fumar não fumou, mas o trajeto durou 1 minuto, se dessem 2 para ele acho que ele fumaria.

A maioria das pessoas sabe que não pode beber e dirigir, mas faz tudo ao contrário. Sabe do limite de velocidade, mas acelera. Fura fila, joga papel no chão, escuta música sem fone de ouvido, tenta reciclar papel de Zona Azul, não honra suas palavras, marca horário e não cumpre, estaciona em local proibido, tenta se arrumar no “jeitinho”. Com várias empresas a mesma coisa. Estou errada?

Bom, em 45 minutos um cara foi de “lindo” para “monstro do rio Tietê” para mim. Estou até pensando em chamar as pessoas para uma ponte aérea quando quiser conhecê-las bem viu… E para você, moço da 5F, saiba que você é um ridículo, para dizer o mínimo…


She-Ra x Pocahontas Loira x Pacato, tudo em A Fazenda

Hoje é a final do programa A Fazenda, não sei qual edição. Confesso gostar de reality shows, por vários aspectos: são programas que você assiste e não gasta meio segundo raciocinando, e para quem trabalha com a cachola todos os dias é bom ter este refresco; além disto, você se identifica com alguns, detesta outros, sei lá, faço uma catarse pessoal naquele período.

Uma coisa que sempre penso é no fato de dividir o ambiente com pessoas diferentes. Não consigo parar de pensar no banheiro. Porque, pasmem, tem gente que não liga para imundície (note que não escrevi sujeira), e para eles tudo bem. Por outro lado tem os loucos-da-limpeza, que não podem ficar um minutinho com algo sujo ou fora do lugar. Também dá problema. E eu sempre penso no banheiro… Too much information.

E eis que na final desta edição três mulheres sobreviveram, três perfis absolutamente distintos. Começo com Joana, que se mostrou pavio curto. Para mim pavio curto é absolutamente diferente de personalidade forte. Denota descontrole, mas isto sou eu, né? Ela tem, PARA MIM, o terrível hábito de, quando tendo pitis, falar apontando o dedo na cara da pessoa. Acho isto abominável. Desrespeitoso. E corre o risco de, um dia, alguém pegar o dedo e virar. Não eu, porque a pessoa começa a ter piti eu saio andando. Ela quer gritar, eu não sou obrigada a ouvir. Mas, claro, tem zilhões de qualidades a moça: guerreira, trabalhadora, direta e sem firulas. Eu a chamaria de She-Ra. No final, zero a zero.

Monique, uma que, entrando em programas como este, mostra uma faceta bem distinta da traçada até agora. Já teve programa para maiores, já posou nua, foi rainha de carnaval. Continua linda, mas parece sofrer de depressão. Se faz de vítima na hora do vamos ver, e não estou falando do problema no joelho que ela tem. No fundo, é mais carente do que qualquer coisa, e às vezes penso se ela não entrou no programa esperando que os deuses lhe enviassem um príncipe montado num cavalo, jegue, burro. Ela quer não ser só. Precisa só avisá-la que tem gente que se sente só mesmo no meio do Rock in Rio. Uma Pocahontas loira esperando.

Raquel é Bruna, ou vice-versa. De qualquer pré-ideia que eu pudesse ter de uma ex-prostituta, ela não se encaixaria para a vaga. Não sei se tem capacidade ou inteligência suficiente para posar por tanto tempo de coitadinha, mas até aqui o troféu Coitada do Ano é dela. Abandonada pelos pais (diz ela), se sustentou como prostituta, conheceu o amado durante os programas. Não imagino o grau de dificuldade que deve ser se prostituir, não consigo mensurar a coisa. Imaginava que só mortos de fome ou mortos de alma fizessem isto. Ela me lembra daquele povo que se finge de morto para comer o coveiro. Tipo o Gato Guerreiro, que era, na maior parte do tempo, um gato medroso, o Pacato. Ou aquele ser que usa máscara no filme Pânico. OU uma Maria-Mole. Ou tudo junto e misturado.

Quem vence? Depois que alguns ex-ganhadores venceram outros programas do gênero, não penso nisto não. Como disse, assisto para ver que não tem só eu de louca no mundo e para não precisar pensar. Geralmente, vence no Brasil quem é o mais coitadinho, o que não sei se cabe aqui. A disputa parece estar entre a She-Ra e a Pocahontas Loira. Que amanhã, quando o dia começar com alguém com R$2 milhões a mais no bolso, que este alguém não se transforme na Bruxa-Má. É, no fundo, a única coisa que desejo até o próximo programa.

PS – para os que chegaram até aqui e pensam em me mandar mensagens trolando, xingando, etc., porque entenderam que eu falei mal da “peoa” de sua preferência, já adianto: É A MINHA OPINIÃO, e ela não é a mesma que a sua! Só isto!


amigos x colegas x conhecidos

Tem gente que não quero que saiba da minha vida. Nada. De preferência, que fique longe de mim. E faço minha parte sabe? Evito a pessoa e lugares onde poderia encontrá-la, mudo até de caminho se necessário. O clichê “os incomodados que se mudem” é quase meu mantra quando penso em determinados seres. E não me incomodo, muito pelo contrário, dou graças aos céus por saber que faço minha parte para se ver livre daquilo.

Só que é complicado quando a pessoa não percebe que estou, sim, evitando-a. E fica insistente, chata até. Gente, há que se ter um mínimo de semancol, senão fica complicada a convivência. Acho necessário e saudável ter amizades, e sim, elas tem que ser cuidadas e regadas diariamente (ou uma vez por semana, vá lá). Mas acho também oportuno que pessoas não se elevem ao status de amigo sem o serem. Amigo não é colega que não é conhecido. São coisas e intimidades distintas. E até amizade, para mim, às vezes precisa de férias. Ou porque a vida anda corrida, ou porque a convivência fica mais pesada do que o habitual, ou porque o assunto é algo que não interessa a um dos dois, ou ainda porque a pessoa-amiga decidiu andar com pessoas com quem eu não quero conviver. Para se continuar, é bom uma pausa. E depois continuar de onde tinha parado.

E, olha, não desconfio de quem não tem amigos, mas acho muito estranho quem tem zilhões destes. Sério. Ok, concordo que existem os amigos de balada, os amigos pau-pra-toda-obra e por ai vai, tudo compartimentalizado. Alguns usam mais de uma tag, e que bom isto. Mas acho estranho quem tem um milhão de amigos, mesmo com Roberto Carlos cantando o contrário. Não sei, penso se a pessoa não tem uma definição de amizade distinta da minha. Certamente que sim.

Quando estava na lama pessoas me ajudaram; algumas viraram amigas, outras literalmente jamais vi. Sou grata a todas e jamais as esquecerei. Mas a vida continua, e se não quero conviver com você, algum motivo há. Não há culpados, acredite. “O problema sou eu” se encaixa aqui como uma luva. Pergunte (e esteja preparado para a resposta, ou nem isto viu…) ou se afaste. Sem problemas. Eu agradeço. E te garanto: caso futuramente retomemos de onde paramos, éramos realmente amigos. Ou estávamos no compartimento errado da coisa…