Preenche o cadastro?

Em vários locais onde você for hoje em dia, e até mesmo virtualmente, a primeira coisa que te pedem é que você preencha um cadastro. Algumas vezes nem te olham na cara e já vem com o papelzinho na mão. Ontem mesmo, tive que preencher dois destes: um no consultório médico e outro em uma loja. E dai que fiquei meio puta da vida porque não quiseram me atender, sequer falaram “oi” ou “bom dia”, só me estenderam o papelzinho e nem falaram nada. Quase que desenhei no papel de raiva…

Tenho uns problemas com alguns dos itens destes cadastros. Primeiro que não uso a caneta ofertada. Sempre andei com mais de uma na bolsa (beijos, mãe, por ter me ensinado a sempre andar na bolsa com mais de uma caneta, um cartão telefônico e um passe de metrô. O próximo item é ter uma agenda telefônica escrita para não depender do celular) e tive o “a-ha” moment no dia em que me ofertaram a mesma caneta que tinha sido usada por um homem minutos atrás, e ele tinha dado um daqueles espirros arrasadores NA MÃO EM QUE ESTAVA A CANETA (visualiza a cena para sentir meu nojinho). Não não, mesmo com gelzinho que existe hoje em dia, o seguro morreu de velho. E eu tenho nojo.

Voltando aos itens. Por exemplo: profissão. Eu acho constrangedor, sabe? Porque as vezes a pessoa é formada, mas está desempregado. A pessoa escreve lá “bacharel em letras”, ou “economista”, ou qualquer outra graduação que fez, mas está parado. Vai por o que na ficha? Desempregado? Eu acho deselegante, para dizer o mínimo. E não é isto que me define, ainda mais em dias como hoje onde parece que o desemprego é a regra, infelizmente.

Estado civil? No Brasil, se você passou da idade de casar (que atualmente não sei qual é exatamente) te olham meio de soslaio. A pessoa (mulher) solteira pode ser super bem-sucedida, transpirar felicidade, nada adianta. Será visto com olhar de fracasso pelos outros. Que beleza de valor cultural, hein? Até tem uns livros da Miriam Goldenberg que tratam disso: a mulher é considerada fracassada (esta é a palavra usada) se não se casou ao menos uma vez. E não vale união estável, tem que ter foto vestida de noiva. E que é melhor ter o status de “amante” do que de “solteira”. Recomendo a leitura!

Dependendo do meu estado de humor, coloco o que me der na telha. Profissão? Já escrevi “dondoca”, “desempregada”, “segurada do INSS”, “nunca tive e nem quero ter”. Estado civil? Já escrevi VIÚVA, em caps lock. Olha, posso estar louca, mas vi ali uns olhares de compaixão. E se a pessoa for amante de alguém? Concubina? Escreve o que lá? Deixa em branco?

Até entendo a importância de saber profissão, como se isso garantisse o pagamento em uma loja… mas estado civil? Bom, vai ver sou só eu que tenho estas neuras… Você tem?

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