Regras para que?

E eis que num destes finais de semana ai fui visitar a família Buscapé lá na terrinha. Graças às promoções, vamos de avião então, abreviando para 45 minutos um trajeto de 6 horas quando feito de ônibus. E nestes 45 minutos, várias coisas ocorreram, mas me aterei ao comportamento do moço-gato que se sentou na 5F.

Ele chegou atrasado e pediu licença para entrar. Ponto para ele, porque é bonito (o que abre portas) e educado (engano meu, mas não sabia até aquela hora). Eu, como sempre sento em corredor, esperava prontinha sem cinto de segurança os atrasildos. Continua comigo e me explica que eu tô ficando velha e não entendo mais certas coisas:

O moço se sentou na janela e estava lá, todo pimpão. Na hora da decolagem, depois dos avisos de desligar aparelhos (TODOS os aparelhos, não apenas celular), ele continuava com o dele ligado, em alto e bom som. E estava sem cinto de segurança, e com a poltrona reclinada.

Para você que nunca viajou de avião, te explico o seguinte: por medidas de segurança, todos os aparelhos eletrônicos devem ser desligados quando da decolagem e aterrissagem, bem como as poltronas não podem estar reclinadas, a bandejinha que fica na sua frente deve ser bem travada e você com o cinto fechado. Ele fez tudo ao contrário. Já achei ele meio tosco por ai…

A moça veio pedir para ele fazer o básico. Ele sorriu amarelo, fez tudo. Ela mal saiu do lado dele e ele voltou ao que estava. Total descumprimento de normas básicas. E para mim é assim: se tem a regra (dizem que é por segurança, mas nem por isto sabe?) porque não segui-las? Por que tem gente que se acha acima do bem e do mal e acha que pode fazer tudo? “Ah, mas não vai acontecer nada.” A questão não é esta, cara-pálida. Se a regra diz NÃO FUME, porque você vai fumar? Se a regra diz: NÃO VIRE À ESQUERDA, porque você faria isto? Para ser do contra? Transgressor? O cara?

Acho isto complicado. Fora o ser humano que parece se deliciar em fazer tudo “proibido”. Gente, vai fazer caridade. É super transgressor, já que poucos fazem isto. Dai quem fiscaliza é chato, é mala. A coitada da moça lá pedindo sei lá quantas vezes para ele fazer o mínimo. Ele nem ai para ela ou para os outros.

Ah sim: quando o avião pousou, mesmo problema. E antes que o avião parasse, ele já tinha soltado o cinto de segurança e queria levantar para ir embora. Pois fiquei, em protesto, sentada até o último passageiro sair da aeronave para dar lugar para ele se levantar, e como eu sou grande e gorda, ele teve que ficar lá. Vingançazinha besta e boba, mas já fiz 10 boas ações para compensar. Ah, não posso me esquecer: no ônibus que nos levou até o terminal de desembarque (a aeronave pousou longe), o cara estava absolutamente embaixo de dois adesivos: não fumar e não usar aparelho celular. Qual foi a primeira coisa que ele fez? Ligou o celular, lógico, falando com o “véio”. Fumar não fumou, mas o trajeto durou 1 minuto, se dessem 2 para ele acho que ele fumaria.

A maioria das pessoas sabe que não pode beber e dirigir, mas faz tudo ao contrário. Sabe do limite de velocidade, mas acelera. Fura fila, joga papel no chão, escuta música sem fone de ouvido, tenta reciclar papel de Zona Azul, não honra suas palavras, marca horário e não cumpre, estaciona em local proibido, tenta se arrumar no “jeitinho”. Com várias empresas a mesma coisa. Estou errada?

Bom, em 45 minutos um cara foi de “lindo” para “monstro do rio Tietê” para mim. Estou até pensando em chamar as pessoas para uma ponte aérea quando quiser conhecê-las bem viu… E para você, moço da 5F, saiba que você é um ridículo, para dizer o mínimo…



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