Sorte minha

Por motivos que fugiram ao meu controle aliado a uma grande dose de amnésia, eis que chega o Dia dos Pais e eu só me dei conta disto ontem. Tarde demais para as horas infindáveis de ônibus para poder ver meu pai, dinheiro de menos para me aventurar em uma viagem de avião. O que a gente faz? Agradece a Graham Bell, o inventor do telefone!

Então a gente se prepara para passar o Dia dos Pais como não manda o figurino: sozinha, dentro de casa cuidando da vida e lutando para que ela seja cada vez e sempre melhor. Ok, é o que tem para hoje. E ainda bem que minha família comemora tudo quando está junto, independente da data. Arregacei as mangas e desliguei o despertador, já que hoje é domingo, ciente de que ao acordar faria o café e passaria o domingão de Dia dos Pais em casa.

Só que tudo começou errado. Acordei tarde com um amigo ao telefone dizendo: vamos lá para casa passar o Dia dos Pais com minha família. Buscapé. Porque tenho a teoria que família é tudo igual, só muda o endereço ou a cidade. E juntou vários, vira Buscapé igual. Estou errada?

Não, não vou, vou cuidar da vida. Ah vai, vai sim, minha mãe quer te conhecer. Não, mas é evento familiar e eu não quero atrapalhar. Bem, estou chegando em cinco minutos. Daí a gente se olha no espelho com a cara toda amassada e pensa: seguir o que havia programado ou se aventurar? Ah, quer saber? Vamos lá ver o que rola!

E a gente foi, cantando músicas dos anos 80. E falando, e rindo. E cheguei lá e tinha mais gente do que eu conseguia guardar os nomes. E tinha cachorro. E tinha churrasco. E teve bolo, já que a dona da casa aproveitou o Dia dos Pais e cantou parabéns para todos os aniversariantes de janeiro até hoje! A oportunidade é que faz a ocasião né? OU é o contrário e eu confundi?

E me diverti. E gostei. E ri. E a poucos quilômetros de casa o céu estava completamente diferente, apesar do ventinho frio.

E voltei para casa com a certeza: quem tem amigos tem tudo nesta vida!

Obrigada Pai pela minha família de sangue, e pela minha família escolhida. Obrigada por não me abandonar nas horas difíceis-quase-impossíveis. Obrigada por me reerguer na hora dos tombos. Tenho uma sorte que não cabe em mim, apesar de eu ser grande.

E obrigada meu paizinho, a quem amo com todo o coração. Pai, mãe, irmã e filhote: amor. Sempre. Hoje, ontem e amanhã. Menos do que falo, mas muito maior do que palavras podem expressar.

Que todos os pais do mundo se sintam acarinhados neste dia. Não pela data, mas por serem pais. Aos que estão aqui, aos que já partiram, aos que serão. Ao meu, ao seu pai, toda a luz e proteção e sorte nesta vida.

Que assim seja, hoje e sempre!

 

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