Masoquismo

É normal alguém que tem 30 e uns já ter tido namoros. Se não teve, exceção das exceções, tudo bem, a premissa vale para outras coisas. E se você já teve namoros – e por “namoro” saiba que não me refiro a ficar, beijar sem perguntar o nome, aquela coisa totalmente sem compromisso de nada com nada – você já os terminou. Te pergunto: você é daquelas masoquistas?

Eu, quando termino um namoro ou até com pessoas “normais” mesmo, dou um tempo. Dela. De tudo dela. Não fico bisbilhotando seu Orkut, Facebook, que seja. Não rastreio seus passos. Não quero saber de nada. Na verdade eu não bloqueio, eu deleto. Para não saber se a pessoa está online, está ocupada, se viajou no final de semana, com quem está falando… Não me importo com isto. Aliás, posso até me importar, mas não vou me fazer mal. Não procurarei sarna para me coçar…

Quando a gente conhece alguém já é outra coisa: se bobear procuro até nas Páginas Amarelas. Quero saber o que a pessoa faz, quem ela conhece, do que ela gosta. Só que já aprendi o seguinte também (adoooro compartilhar minha sabedoria): as pessoas mentem! E ninguém coloca foto ruim na net, além do que cada um escreve o que quer. Geralmente se enaltecendo. Defeitos? Quase ninguém tem. Virtudes? Não há linhas suficientes.

Não mantenho contato com quem me faz mal. Não quero saber de quem me faz mal. Mudo meu caminho se necessário, tô fora de sofrimento fazendo hora extra comigo. Acredito em livre-arbítrio e uso o meu a meu favor. Dou chance, acredito em erros aleatórios. Mas deixei de ser bocó quando puxaram meu tapete não sem antes me posicionarem lindamente sobre um poço quase sem fundo. Antes de puxar o tapete. A queda? Dura, seca, sofrida, dolorosa. Só que descobri outra coisa em mim: eu adoro um fundo de poço. Porque chegando lá, é de lá para cima. De qualquer jeito! Custe o que custar, desde que não machuque ninguém pelo caminho.

Conheço pessoas que ficam se auto-torturando. A pessoa não quer nada com elas, mentiu, traiu, mas elas sempre arrumam desculpa: “mas eu não vi, eu não tenho provas”, ou então “preciso fechar isto direito”, ou até “ele me jurou que não aconteceu nada”. Cada um acredita no que quer e sabe seus limites. Não julgo quem usa destas desculpas esfarrapadíssimas que elas se dão olhando no espelho. Ou falando alto para ver se viram verdade. Só sei de mim e dos meus limites: estes são quase nulos. Não tenho capacidade de sofrer muito mais do que já sofri, o que acho ótimo! Me poupa tempo e terapia. Para mim não dá. Estou certa? Longe de mim! É o que tem para hoje, e para mim apenas.

Tudo isto para dizer que quem já se queimou tem medo de fogo ou sanidade mental questionável. Como sempre passei em exames psicotécnicos e psicológicos e não durmo amarrada em uma camisa-de-força, concluo que tenho medo de fogo. Fico muito feliz com isto, porque me preservo um pouquinho mais. E quem já teve seu mundo virado de ponta cabeça à revelia sabe do que estou falando…

Anúncios

2 Comentários on “Masoquismo”

  1. Fa disse:

    Somos parecidissimas nesse aspecto! Dou meu jto de so ficar com o que cabe na lembranca que tambem, diga-se de passagem, deveria desaparecer. Ah! E amizade com ex, neverrr! Ainda q tenha sido o melhor do mundo e eu tenha terminado tudo! O orgulho nao permite aceitar-me como servical qdo um dia ja fui a dona da casa. Bjs! Adorei!

    • Karina Karina disse:

      te entendo! no meu caso nem é orgulho, é mais “desisti de fazer isto comigo”.

      deleto TUDO! jogo o que tenho fora! me liberto destas energias… e sigo em frente, como dá! você me entende né?

      XOXO


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s