Dia D

Eu não sei você, mas já tive e continuo tendo vários “dias D” na minha vida. Logo logo será mais um deles. Nesta semana. Então eu paro aqui rapidinho para pensar sobre a importância destes dias nas nossas vidas – bom, na minha vida – e como eu os vivi. Onde eu errei e acertei. O que deu certo e errado.

Lembro de quando passei no vestibular. 17, 18 anos, e tendo ali que escolher algo que me definiria a vida. Pelo menos que me definiria em relação à vida. E do alto da minha sabedoria cheia de espinhas na cara eu prestei o curso que achei que melhor se encaixaria aos meus sonhos. Grandes. Por que eu sou grande, em tamanho, em sonhos e na vida. Escolhi o curso por que, no fundo, poderia ter escolhido qualquer um. E prestei vestibular. E achei que tinha ido mal em todas as provas. E não queria ver a lista de aprovados (lembre-se que era uma época pré-internet e telefone celular. As listas de aprovados saiam em poucas escolas, e eram afixadas em murais na parede… algo totalmente inimaginável para aqueles que hoje acessam tudo em seus celulares).

Uma amiga foi em casa e disse que eu tinha passado. Que ela tinha ido na escola e procurou meu nome (aprovada) e o dela (que não passou mas estava na lista de espera). Lembro da alegria absurda que senti! Do alívio que senti. Lembro da sensação de FELICIDADE que senti. Ah, se eu pudesse colocar em palavras sentimentos…

Lembro também do dia em que iria me formar. Me libertar daquilo tudo – curso que eu descobri ter escolhido errado, alunos insuportáveis, professores com quem não tive empatia alguma – e seguir em frente. Totalmente no escuro, já que eu tinha uma única certeza: jamais trabalharia com aquilo na vida! Jamais! Mas me lembro daquele dia, em que tinha que implorar para um professor me passar. Implorei! De joelhos, gritando e chorando e na frente de todos! Implorei e pedi para que ele me libertasse daquilo… Bom, já detalhei mais do que precisava, mas o que interessa é quando eu soube que aquele dia seria e fora o último. Alívio é o que me vem à mente agora…

Tive vários outros dias D: a primeira entrevista de emprego, entrevistas para empregos que eram O sonho da minha vida, a primeira vez em que sai com o fulaninho que eu paquerava, minha primeira demissão, minhas defesas de curso, minhas brigas, minhas vitórias, minhas VÁRIAS derrotas. Já repararam que a gente sempre coleciona mais derrotas do que vitórias? Olha, eu coleciono! Fazer o que, né?

Se Deus quiser ainda terei vários outros dias marcantes em minha vida. E saberei reconhecê-los e dar a cada um deles o peso necessário. Mas eu mato os leões da vida conforme eles aparecem em minha frente. E me preocupo agora, neste instante, com este leão que ruge em meu pescoço.

Venha então, querido. Estou pronta, bem menos do que o necessário, mas com uma carapaça suficientemente dura para a batalha. Não tenho medo. Tenho dor nas costas. E esta, ultimamente, bate qualquer um, de longe.

O que eu quero? Eu quero e rezo e espero e só peço isto ultimamente: força para seguir adiante e que o melhor aconteça. Por que, sabe, às vezes cansa viu… muito…

 

 

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