Sofrimentos desnecessários

Tem dia que eu acordo meio torta, de corpo e de alma. Sei explicar isto não… Ultimamente tenho tentado me respeitar mais, seja ignorando o toque do despertador ou deixando de fazer coisas que me agridem. Já reparou como a gente se agride? Seja comendo e fazendo o que não deve ou quer, seja dizendo “sim” quando o NÃO está estampado na nossa testa. Generalizei e falei por todos. Corrijo: eu faço isto.

Gostaria que a vida fosse uma sucessão de acertos. Mas daí paro e penso: poxa, seria uma coisa meio sem graça ne? Inodora… E eu gosto de cheiros (amo o incenso de Laranja – acho que é Laranja – da L’Occitane). Não, para mim não daria certo.

Sempre tento acertar, claro! Alguém entra em campo para perder o jogo? Só se for masoquista ou para ganhar uma aposta. Só que as vezes a gente perde, e jogando em casa…

Já tive momentos de “down under”. Já tive momentos em que caia em um poço profundo, só que este poço nunca chegava ao seu fim. Digo sempre que ADORO um fundo de poço. Por que sou daquelas que, chegando lá, é de baixo para cima, honey! Saio de lá de qualquer jeito, escalando paredes ou fazendo rapel invertido. Cavar fundo de poço não é um dos meus defeitos, graças a Deusl

Ás vezes penso em parar tudo, jogar para o alto e ver no que dá. Ás vezes acho que sou louca e que o mundo é desconexo. Ás vezes acho que é o contrário. Ás vezes penso que complico muito e fujo dos compromissos assumidos comigo mesma – um tipo de autossabotagem inconsciente – com medo de, pasmem, conseguir. Já viu ter medo da vitória? Prazer, eu tenho!

Já que é para desabafar eu digo: tem momentos em que tenho inveja. Sem cor, por que inveja branca não existe. Tenho inveja. O Zuenir Ventura disse em um livro que ter inveja é não querer que o outro tenha o que você não tem. Por isto os assaltantes revirariam a casa ao roubá-las, por isto alguém risca o carro do outro. Ele não tem e não quer que você tenha. Não sei se isto é inveja, mas quando eu quero algo e outra pessoa consegue exatamente isto, olha, lá no fundinho é como se acendessem um fósforo dentro de mim. Um fósforo gelado. Não sei explicar (hoje estou bem limitada no uso das palavras), mas eu gelo lááá dentro. Até eu recuperar a noção e razão, estes momentos existem. Pai eterno, por que ele conseguiu o que eu queria e eu não? Nossa, já me torturei muito com isto… Hoje aceito melhor. Resignar para mim tem muito a ver com cansaço…

Sei e acredito que as coisas acontecem por um motivo, e se não acontecem foi o melhor que poderia se dar àquele momento. Sei que minha hora chegará, e espero não ter medo de cruzar a linha de chegada quando isto ocorrer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que é meu está guardado… e eu estou apenas começando…

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