Prejudice

Ouvi a seguinte frase de pessoas que não se conheciam, sendo elas: uma senhora de 60 anos com dois filhos adultos, viúva, lutadora para se manter em pé devido aos tabefes que a vida lhe dava de vez em sempre; uma estudante universitária, então no último ano de faculdade; uma mulher com 30 e poucos cujo melhor amigo é homossexual, entre outros. Ah sim, a frase: “prefiro ter um filho viciado em drogas a homossexual”.

Quero crer que estas pessoas não possuam a menor noção do que é ter uma pessoa viciada na família, ainda mais quando o produto obsessão é droga. Qualquer tipo dela. Quero crer que estas pessoas falaram isto em um momento de bobeira momentânea, ou no exato segundo em que uma entidade das zonas inferiores tenha tomado posse de seu corpo e cordas vocais. Quero acreditar que a frase foi falada absolutamente sem pensar, sem nada, sem fundo, sem lenço, documento ou balinha de menta. Quero sentir que tudo não passou de palavras vazias e sem conteúdo e sem energia por trás. Quero crer em tudo isto! Mas temo estar redondamente enganada…

Um dos meus melhores amigos é gay. Casado, com tooodos os problemas que eu, hétero, e você temos. Fomos criados de forma muito parecida, com mãe, pai, brigando com a irmã, cachorro (no caso dele não), fomos para a faculdade, trabalhamos… diria que a principal diferença é que eu sou da década de 70 e ele nasceu na geração seguinte. Acho que só isto mesmo, por que até gostar do mesmo tipo físico gostamos! Em homens, músicas e pontos de vista.

Não é questão de não entender, é questão de não aceitar. Entender passou longe para mim, até por que isto denota uma profunda ignorância, na minha opinião, de quem julga os outros pela preferência sexual. Quer julgar, julgue os outros pelo seu caráter! Te cito vários heterossexuais que não poderiam falar sobre HONRA e CARÁTER, pelo simples motivo de eles não saberem o que isto significa. E por mais que tentem se dizerem os tais, podem até falar, mas suas atitudes demonstram o oposto disto. Nojo destas pessoas, que deveriam vir com uma tag na testa ou marcadas a ferro e fogo, tipo letra escarlate mesmo, para avisar aos menos informados que eles são vermes travestidos em seres humanos.

Uma coisa que vejo bastante é aquele tipo de pessoa que bate no peito e se diz “o” liberal, tolerante e aberto a tudo. Patavinas. É só o sapato apertar no calo para a pessoa realmente se mostrar como ela é. E ela é feia! Horrorosa! Podre por dentro e pobre de espírito. Mas sua imagem e lábia seduzem vários que compram seu discurso vazio. E, infelizmente, tem vários destes por aí. Acho estes até piores dos que falam abertamente: “não gosto de você e não te quero perto de mim”. Estes aí, apesar de ignorantes (no meu ponto de vista), são honestos, e talvez um dia ainda mudem de opinião.

Não vou defender os homossexuais ou os heterossexuais, deixo isto para os gabaritados e entendidos do assunto. Não levanto bandeira alguma, queria mesmo era falar da frase e das coisas que dela advém.

No fundo, fiquei abismada que tantas pessoas possam falar isto. E não só falar, elas realmente acreditam nisto. Me entristece muito saber que, em 2011, tem gente que pensa assim. E rezo muito para que elas não tenham que vivenciar suas frases na vida real. Mesmo…

Ah, não sabe o que é “prejudice”? É preconceito. Pré-conceito. Um conceito anterior. É isto…

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