sobre o Dia dos Namorados… parte II

Uma das coisas legais de escrever é que você tem uma liberdade quase total para expor sua opinião. Óbvio que acredito que não agredir ninguém, usar palavras desnecessárias e foras de contexto, mas meio que ali é um espaço onde você manda. Em tudo! Você muda o final de filmes, cria roteiros, inventa estórias e personagens. Quase dá para ter uma vida paralela, sabe? Mas também tem seus ônus. Existe um negócio que pode dar pano para a manga chamado interpretação de texto. Puxado. Complicado. Por que (comprei uma gramática, vou aprender a usar o “porque” correto. Só que ainda não estudei, então fica para o próximo post) nem sempre o que você quer dizer é o que a pessoa que lê entende. E descobri isto na prática.

Estava falando com uma amiga que disse que enquanto dava uma matadinha básica no trabalho leu uns textos do blog. Mas um texto chamou mais a atenção dela, o do Dia dos Namorados. Vai lá depois e lê, agora fica aqui para não perder a linha de raciocínio da tia. Então, a moça, a quem chamaremos Tati, disse que tinha entendido tudo após ler o tal post… Desconfiei na hora e pedi para ela me descrever o que ela tinha captado. Bom, ela me disse que tinha entendido que eu não quero nada passageiro, que quero um namoro/relacionamento sério.

Quero isto? Sim, como acho que a maioria das pessoas também queira. Mas aí é que está: eu não quero só isto! Explico melhor: eu não estou aberta só a isto, relacionamentos sérios. Estou aberta a conhecer pessoas diferentes, gente nova, legal, que preste (disto não abro mão) e dar risada, gargalhada (sei que não é glamouroso, mas quando gargalho sou ouvida à distância. Fazer o que né?), sei lá, quero expandir horizontes. Affair? Pode ser sim. Só que ai tem um pequeno probleminha…

Tenho 30 e tralálá anos (detalhes são desnecessários). Julgue-me como quiser, mas já disse que sou beeeem Sessão da Tarde. Uma das definições de ser Sessão da Tarde é que eu não sou porra-louca como tem gente que é ou gosta de posar de. Eu sou EXTROVERTIDA, não confunda com liberal ao extremo ou algo do gênero. Nunca fui de rompantes loucos. Sou comedida. Não gosto de perder o controle. No meu café tem um pingo de leite, entende?

A verdade é que um pedaço razoável da minha vida sempre estive com alguém. Até na época da paquera de adolescente eu era diferente. Eu paquerava um carinha e as amigas ficavam vigiando. Se ele estivesse em algum lugar as coitadas iam até o orelhão mais próximo (não existia celular, já disse que passei dos 30! CONCENTRA, BEM!), colocavam FICHA (sim, ficha! antes do cartão! pare de rir e continue lendo) e falavam: “fulano está aqui.” E mesmo quando eu ficava com alguém, olha, acredite se quiser, eu ficava com a pessoa sempre mais de uma vez… Acabou que fiquei vááárias vezes com poucas pessoas. “NOOOOSSA! Ela é isto, ela é aquilo…” QUERIDO, JULGUE-ME DEPOIS! Acabe de ler que ainda não desenvolvi o raciocínio completo.

No fundo estou enrolando para dizer o seguinte: meu último relacionamento foi longo, e a verdade é que eu não sei paquerar. Juro. Esta coisa de flertar, ficar olhando… sei lá, nem sei o que cabe nesta situação. Eu não sei paquerar. Acabo que, por ser extrovertida, tendo a ficar amiga de todos, até possíveis pretendentes. Ah sim, um agravante contra mim: eu também não percebo quando estou sendo paquerada. Não é “anus meladus” não, eu simplesmente não percebo. Quer um exemplo? Eu trabalhava em um lugar e um moço ia lá sempre conversar comigo. E eu falava: e ai amigo, tudo bem? Como foi de semana? Viu o jogo ontem? e por aí ia… até que uma amiga disse: amiga, tem alguém te paquerando. Eu falei: QUEM? E ela riu, porque sabia que era verdade o fato de eu não saber quem era a pessoa… Comi bronha, não percebi.

Bom Tati, este post é para te dizer que sim, quero algo sério. Mas sim, também estou aberta a affairs, não morri para o mundo ou para a vida. Mas com pessoas construtivas sabe? Não faço arrastão, esta coisa medonha de sair beijando. Não, bem, não faço. Tenho nojinho. Desculpe, mas sou VELHA e não encontrei minha boca no lixo, além de não ter uma autoestima nula. Grata! Comigo precisa saber sustentar um diálogo, no mínimo! Tem que ter assunto, não sei, tem que ser agradável o tempo que eu passe com a  pessoa. Por que se não for, olha, honestamente, me dei de presente 8 livros. E com este friozinho prefiro colocar minhas meias e ficar lendo debaixo das cobertas…

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