Baseado em várias estórias reais…

-Alô.

-Alô.

-Tudo bem?

-Tudo, e você.

-Eu tô bem também…

(Silêncio)

-Ok. Bom saber.

– Amiga, eu acho que estão me traindo.

– (respiro fundo e paro o que estava fazendo) Calma. Espera. Porque você acha isto?

– Porque eu sei.

– Sabe como?

– Eu sei!

(horas e horas e horas de conversa).

– Você jamais terá a certeza absoluta, mas para tudo o que você disser eu tentarei dar uma explicação lógica. Então me diz: você se baseia em que para dizer que estão te traindo?

– Eu não sei explicar. Eu sinto. Eu sei.

(…)

Tem coisas que a gente sabe. Sabe porque nós temos a resposta dentro da gente, como um relógio de bateria infinita que fica com seu tic-tac incessante. Fazer isto ou aquilo? Racionalizamos um monte, sendo que no fundo, bem lá no fundo, a gente já sabia o que fazer ou não. Desde o princípio.

Este saber interno pode ser várias coisas, dependendo do que a pessoa acredita. Pode ser um anjo da guarda falando no seu ouvido, pode ser uma intuição mais desenvolvida, pode ser sorte, pode ser insanidade. Vários nomes para uma única certeza: a gente sabe.

Podemos procurar justificativas quando queremos justificar o injustificável. Podemos procurar atalhos, contratar detetives, ir em cartomantes, ler livros, pedir conselhos, pagar terapeuta, fazer bungee-jumping. Tudo para ver se recebemos uma resposta para nossa dúvida.

Nada disso é necessário. Lá dentro, no fundo, a gente sabe.

Sempre soube.

PS- baseado no texto “O grito”, da minha escritora amada Martha Medeiros. E em várias estórias reais…

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