travar as costas…

… não é algo comum quando se tem 15 anos… Como eu parei de contar idade após os 18 – só digo que faz um tempinho que isto aconteceu – posso apenas dizer que isto ocorre com frequências antes inexistentes…

tá bom que são 450km, acabou a bateria do iPod, não estava tão calor… MAS TRAVEI! nossa, como dói… será que é o tempo frio (sinal cabal de que realmente estou com DNA…)?

mas aí a gente aproveita o tempo looongo para pensar na vida… e resolvi fazer uma lista mental sabe? aquela que a gente faz de prós e contras? então fiz, para várias áreas da vida… e descobri coisas absurdas, bizarras… no fundo, decidir é abrir mão de algo, e creio isto ser difícil porque tendemos a acumular pessoas, fatos, fotos, sentimentos, tudo o que for possível para sentirmos que a vida não está passando por nós e sim nós é que estamos passando por ela… no livro "O Paradoxo da Escolha" aprendi uma coisa -> "a maior prisão que existe é a liberdade de escolha com excesso de informações"… concordo… a ignorância é uma bênção às vezes…

meu senso de auto-preservação me guia, mas é falho! Minhas vontades são baseadas no QUERO SER FELIZ, mas elas também não são 100% garantidas de se cumprirem em sua totalidade…

mas vamos em frente…

uso como base de vida nos últimos tempos um texto da MM… ele está ai… me diz, NÃO É VERDADE?

"O GRITO



Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.


Ela sabe.


Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.


Ele sabe.


Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.


Sabemos, sim.



Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos
abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo,
leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que
iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos
planos: será infrutífero.
A verdade já está dentro, a verdade se impõe,
fala mais alto que nós, ela grita.



Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor
que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada.
Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil,
sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma
pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no
controle.



A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras.
Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações
que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa
sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade
única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo.



Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos
trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo
sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem
as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os
gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se
preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade,
tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente
desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é
feliz, puxa, como é feliz.

E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!


Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.


Sabe.


Eu não sei por que sou assim.


Sabe.
"

quando digo que não sei que decisão tomar… bom, EU SEI!

Yes, I believe in that…

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